Efeitos visuais – Making of: Game of Thrones-quinta temporada

Os dragões de Game of Thrones são um dos grandes destaques do seriado. A integração entre os personagens digitais e atores é muito bem construída.

Confiram o vídeo da Wired sobre a criação destes personagens digitais na quinta temporada da série.

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“olha a chuva… mas é mentira!” O final das séries

Por Elizabeth Araújo

Eu realmente amo assistir a séries, mas de fato chega um momento que infelizmente, por mais que gostemos delas, elas precisam terminar. Até para evitar que se desgastem. Aproveitando essa época em que as séries regulares entram em hiatus, resolvi comentar sobre algumas das que mais gosto e que encerraram não só as temporadas, mas também a própria série. E algumas outras que deveriam encerrar, mas que insistem em continuar…

Hart of Dixie é um exemplo de série que se encerrou dignamente nessa última temporada. A série se manteve boa até o fim, sem perder nada de seu clima divertido, porque chegada a hora do ultimato não se estendeu desnecessariamente, mudando o foco da narrativa ou mudando o personagem principal. Coisa que muitas séries que fazem sucesso costumam fazer só para não saírem do ar. Às vezes pode até ficar boa, ou até melhor, mas já não é mais a mesma série e os personagens não são mais os que nós queríamos e estávamos acostumados a ver.

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Revenge conseguiu seu intuito na terceira temporada, quando Ems conseguiu se vingar pela morte do pai. Foi sem dúvida a melhor temporada da série e uma das melhores da temporada 2013-14. A quarta temporada manteve o clima de suspense próprio da história que lembra um pouco as narrativas visuais da década de 80. Mas já a história estava se transformando em outra. Embora mantivesse a ideia original de vingança em cada situação que se apresentava, fazendo jus ao título, a vingança original já se tinha transformado. Era melhor acabar com o que tinha para acabar e dar a série por encerrada. Para não estragar a série ou a sua trama. E foi o que ela fez. Amarrou tudo bonitinho e the end.

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Por outro lado, algumas vezes, o fim de uma série vem precipitadamente como aconteceu com Forever. A série era perfeita com seu personagem principal mantendo seus gostos de gente antiga no traje, nas preferências. O relacionamento dele com o filho. O seu estranho inimigo. Sua amada esposa e o novo romance que começava a surgir. Tudo muito bem amarrado. E até as histórias de investigação eram interessantes e não cansativas. Havia muito que contar e infelizmente nunca saberemos o  porque de ele nunca morrer.

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Existem também séries que já deviam encerrar  e permanecem só porque fazem muito sucesso. Já não tem mais história pra contar e acaba se tornando repetitiva. Foi o que aconteceu nesta última temporada em The vampire diaries. Quando comecei a ver (em 2013) achei que até a sétima temporada bastava, mas com a saída da personagem principal faz mais sentido seu término, porque agora já não será mais a história original. Por mais emocionante que tivesse sido o último episódio da sexta temporada, o melhor  a fazer é amarrar o que falta e dar fim a série antes que ela se torne outra série.

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Pretty little liars sem dúvida é uma das minhas favoritas da atualidade. Mas reconheço que estou constantemente sendo embromada por ela. No início a história é muito envolvente, com seu clima de mistério e aquela música de encerramento triste e tensa ao mesmo tempo, que dá o clima de suspense. Descobrir quem é  –A é um dos objetivos da  trama. Quando enfim isto acontece, surge a  perspectiva de ter um A ainda mais forte do que o que apareceu.  Até aí tudo bem. Há toda uma trama por trás desta perseguição às little liars.  Entretanto, com o objetivo de manter no ar uma série muito boa e aclamada, a ideia central se perdeu  inúmeras vezes no meio da narrativa. Quantas vezes descobrimos A para no final não ser exatamente aquilo? E as mortes que não aconteceram? Parece com as chamadas do narrador de dança de quadrilha: “olha a chuva… mas é mentira!”. A temporada 5-A foi muita boa, porque parecia concluir uma época e se preparava para encerrar toda uma trama;  mas como já aconteceu antes, a 5-B deixou a desejar, sem mais nada para acontecer ou esperando o tempo para acontecer alguma coisa… A sexta temporada voltou morna como foi o fim da 5-B e melhorou um pouco. Mas ainda sem muito que dizer. Melhor revelar e resolver o que falta para então finalizar… logo!

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Il segreto della musica – Julie e os Fantasmas – Parte 2

A música em Julie e os Fantasmas

Por Elizabeth Araújo

Falar de Julie e os Fantasmas é falar também das músicas, que formam um tema indispensável à história que trata também de música.

A banda de fantasmas que ajuda Julie e que forma com ela Os insólitos era uma banda do início dos anos 80 e por isso na série se encontra referência à música desta década. Principalmente a referência ao disco de vinil, presença constante na série que tem uma loja especializada, e com o qual Julie está sempre envolvida: tanto na loja onde está sempre presente, quanto no que ouve e em suas coleções. Não por isso, a banda de Julie é de rock e tem aquelas letras e ritmos que remontam aos anos 80.

O disco foi todo feito especialmente para a série com cada música retratando uma situação apresentada: seja a personalidade ou característica de um personagem, seja um momento vivido na série.

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A temática das letras da música em geral fala tanto da própria música quanto da força e coragem para realizar as coisas, como cantar por exemplo. Isso pode ser visto em músicas como Essa noite somos um só e Deixa a música te levar. Ponto Final também é um exemplo disso, mas com um  toque a mais “não sei se é normal mas sei que essa é minha vida e ponto final, no meu coração eu ouço toques invisíveis me dizendo a direção”, quando Julie refere-se ao fato de que ouve os fantasmas a apoiando em suas ações.  Aliás, nas letras é possível identificar alguma indireta que juntas vão compondo a história e a ordem dos acontecimentos da série. Assim, o tema de abertura já informa que Julie pode “enxergar coisas fantásticas”, se referindo aos fantasmas. Em seguida Julie diz “bem vindos ao meu louco mundo”, onde, ao mesmo tempo em que trata da questão de ser adolescente e desse mundo confuso da adolescência, apresenta a diferença que é a sua vida, já que lida com fantasmas de verdade. Já nas músicas interpretadas por Daniel Está nas minhas veias ganha destaque por ser toda ela um paradoxo. Enquanto fala do seu amor por rock, fala da importância de estar vivo, quando ele na verdade é um fantasma. E a letra ganha um significado especial para quem conhece a série e sabe o porquê de ele estar falando isso. O telespectador consegue identificar a ironia da letra.

Tal ironia é encontrada também quando se apropria da frase “já estou morto de saudade de você”, hipérbole comum, mas que em sua boca se torna uma “quase” verdade (ele está realmente morto); e  em “o fato de não poder te tocar” que apresenta o sentido que a letra quer dizer propriamente (um apaixonado que não pode alcançar sua musa), e que ganha um novo sentido pelo fato de ele ser fantasma.

Esses são só alguns  dos exemplos que podemos encontrar na ligação das músicas com a história e seus personagens. Existem ainda muitos outros. A série soube amarrar bem todos os seus elementos. Ficou ótima!  😉

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Where do we go now? “Julie e os Fantasmas” – parte 1

Por Elizabeth Araújo

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A série brasileira Julie e os Fantasmas conta a história de Juliana Spinelli, uma menina compositora que decide participar de um concurso de música da escola. Como não tem coragem de se apresentar conta com ajuda de três fantasmas que liberta sem querer de um disco dos anos 80 quando se muda para uma casa nova, ou melhor, uma casa velha. O grupo acaba formando uma banda um tanto inusitada (os insólitos) já que os fantasmas não podem ser vistos pelos humanos.

É uma dessas séries que dá vontade de ver sempre. Tem um clima muito agradável e os personagens são muito divertidos. A começar pela protagonista da série Julie que tem um jeito bem descontraído de resolver as coisas respondendo com comentários engraçados os problemas apresentados pelo irmão; além de se meter em situações divertidas, contando com a ajuda dos fantasmas para resolvê-las. Não só Julie, mas também os demais personagens apresentam uma naturalidade e um carisma excelentes, com destaque para Félix, um fantasma (isto é, está morto) hipocondríaco e medroso. A banda é formada por Julie e três fantasmas: o Félix, o Martim, charmoso e burrinho e Daniel que está sempre ao lado de Julie ajudando-a no cotidiano escolar embora esteja sempre de mau humor em relação a todas as coisas, exceto tocar guitarra. A banda conta com ajuda do irmão da Julie (Pedrinho) e a melhor amiga dela (Bia), que faz as vezes de produtora da banda. Quem não gosta de Julie é sua colega de classe Talita, e pela música que canta é possível ver bem o que ela pensa de si em relação a Julie. Outros colegas de classe são a inteligente Shizuko, o divertidíssimo Valtinho e Nicolas, por quem Julie é apaixonada e por onde começa toda essa história.

Outra característica interessante em Julie e os Fantasmas são os nomes dados às bandas e músicas aleatórias da série como: melancolia e humilhação, lacônicos e furiosos etc.

Cada episódio apresenta dois momentos: um tema principal voltado para Julie e sua vida escolar e musical, e o outro secundário onde Felix e Martim ajudam o irmão mais novo de Julie em variadas situações.

A série a princípio teria outra conotação um pouco mais forte. Você pode ver o vídeo do piloto original aqui:

Mas foi adaptada para atender ao público infantil. Sem perder no entanto a sua ideia central de falar dos problemas de uma adolescente, chamando atenção para o duplo significado da palavra fantasma na frase de apelo “trata de uma adolescente e seus fantasmas”.

Ela foi feita em parceria da Nickelodeon com a Band e lançada em toda América do Sul e outros países. Na Itália recebeu o nome de Julie e il segreto della musica.

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Julie e os Fantasmas foi indicada aos prêmios do Kids Choice Awards 2012 (brasileiro e argentino), ao Meus Prêmios Nick, onde recebeu 3 indicações, primeira série brasileira indicada ao Emmy Kids Awards como melhor série juvenil, e vencedora em 2011 do troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor programa infantil.

Infelizmente, embora bem produzida e com bastante atrativo, a série não ganhou atenção devida e com isso, apesar dos apelos insistentes dos fãs, não teve uma segunda temporada…

“Cartazes de Cinema”: Cartazes de “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, “Caminhos da Floresta” e “Once Upon a Time”

Os destaques da coluna “Cinema em cartaz” desta semana são os cartazes de Caminhos da Floresta (Into the Woods), o cartaz/banner de  O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos e o cartaz da quarta temporada da série Once Upon a Time.

O cartaz de Caminhos da Floresta mostra a personagem de Meryl Streep.  O filme da Disney que revisita vários contos de fada tem estreia prevista no Brasil para janeiro de 2015.

Outro grande destaque vai para o cartaz/banner de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies), último filme da trilogia. O banner mostra vários momentos do novo filme.

A quarta temporada da série Once Upon a Time também ganhou um novo cartaz mostrando a personagem Elsa de Frozen que entrará na série.

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Game of Thrones, a série vencedora do Emmy 2014 de Melhores Efeitos Visuais

A série Game of Thrones foi a vencedora do prêmio Emmy 2014 de Melhores Efeitos Visuais com o episódio “The Children”, o último da quarta temporada.

Confiram abaixo os vídeos da Rodeo FX  e da Mackevision sobre os efeitos visuais desta quarta temporada.

Os indicados ao Emmy Awards 2014 de Melhores Efeitos Visuais

Dia 25 de agosto acontece o Emmy Awards 2014. E os indicados ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais este ano são:

Almost Human  – Episódio “piloto” (Fox)

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Cosmos – A SpaceTime Odyssey – Episódio: “The Immortals” (Fox/NatGeo)

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Game of ThronesEpisódio: “The Children” (HBO)

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Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.Episódio: “T.A.H.I.T.I.” (ABC)

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The 100 Episódio:  “We Are Grounders, Part 2” (CW)

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Saibam mais sobre a premiação no site do evento: http://www.emmys.com/

Um Toque de Literatura: How I Met Your Mother

Por Elizabeth Araújo

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Em uma boa história o que conta não é a história em si, mas como ela é contada. How i met your mother soube como fazê-lo bem.

Como não tinha muitas séries para eu ver, fiquei mudando de canal a procura de algo interessante e encontrei HOW I MET YOUR MOTHER. Reconheci a série como sendo uma comentada por uma amiga e fiquei assistindo. Quando vi estava rindo com vontade e achei legal. Quis ver desde o início. Era já a oitava temporada. Assisti à série ansiosa para chegar à parte que eu já tinha visto e entender as mudanças. Com isso assisti a tudo em exato um mês.

Enquanto assistia percebi que havia um toque de literatura em toda história. A começar pela narrativa, além do autor da série, ela apresenta outro narrador: em 2030, Ted Mosby (também personagem) conta a seus filhos como conheceu a mãe deles. Para isso remete ao ano de 2005 quando tudo começou. Somente nas temporadas finais com os flashforwards vão fazer sentido tantas minúcias.  E como um texto literário, apresenta sua verossimilhança. Uma vez que é Ted quem está contando, a história é vista sempre do ponto de vista dele ou de como lhe contaram. Um exemplo disso é quando fala do namorado mais velho da Robin. Agora que conta a história, já velho admite o exagero de como imaginava o namorado e de como este devia ser de fato, mas na ironia mantém na sua narrativa como ele imaginava.

E sendo sua história passada muito antes obedece a regra do que lembramos e do que confundimos com o passar do tempo. Como quando não lembra o nome de uma das namoradas e a chama de blá, ou ao contar de uma conversa que admite não saber como era…  E quando confunde achando que a cabra tinha vindo em um dos seus aniversários, mas na verdade foi no seguinte “ah, não falei da cabra? Ah não foi nesse aniversário, foi no outro”. E aí quando chega a época de contar do outro aniversário, continua a história da cabra de onde parou. Não sei como ficou para quem acompanhou a série esperando os hiatus (se se lembravam da cabra), mas vendo sem interrupções nada perdia sentido.

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Na sua simplicidade himym apresenta uma complexidade com as idas e vindas, os flashbacks e os flashforwards. Está repleta deles. É a essência da história. Tanto que  um acontecimento no meio do episódio é parado para ser contado depois ou em um episódio seguinte por um dos personagens aos demais. Isso ocorre quando Ted e Robin contam a Barney da separação. Ou como fica perfeito a retomada quando falam do aborrecimento de Robin porque Barney não tava nem aí com a separação deles ao contar das novas conquistas. Não ficava de imediato claro que ela estivesse chateada com isso. Um telespectador atento poderia imaginar, mas suas atitudes poderiam ser mesmo sobre outro motivo…

Como Ted já sabe o que virá, o personagem tem a liberdade de manipular as histórias e como narrá-las. Assim: ele está contando um fato e volta para contar outro fato que explique esse novo fato. Ou manifesta sua opinião sobre alguém ou alguma coisa. Ou para a narrativa aos filhos para  fazer um comentário sobre o que foi dito. Ou revela o que de fato aconteceu: um aluno diz que pensa em ser arquiteto, ele interrompe a narrativa e diz que isso não aconteceu. Ou usa mecanismos recursivos da narrativa em geral “chegaremos lá”. Em um caso ele observa que contará depois a história do porteiro do jornal onde Robin está trabalhando, mas logo muda de ideia e conta em poucas palavras o que aconteceu com o tal porteiro. Ted é o dono da narração. O fato de a série  durar muitas temporadas dá ainda uma nova característica ao personagem: demorar muito pra contar uma história.

Embora para os telespectadores algumas cenas se apresentem como flashforward, em 2030 muitas delas já seriam flashback também. Como as que acontecem na oitava temporada quando começa a falar no casamento… mas isso a gente fala depois.

Emmy 2013 – os indicados ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais

O prêmio Emmy de Melhores Efeitos Visuais é dividido em duas categorias: “Melhores Efeitos Visuais” e “Melhores Efeitos Visuais de Apoio”.

A diferença entre as duas categorias é que a primeira leva em consideração os efeitos realizados de forma mais pirotécnica, ou seja, aqueles que são mais evidentes aos olhos do público. Como exemplo, podemos citar temas de ficção fantástica e científica que utilizam efeitos visuais em larga escala para a criação de seus universos e criaturas fantásticas.

Já a categoria “Melhores Efeitos Visuais de Apoio” engloba aqueles efeitos que são colocados em uma escala mais modesta e por vezes são invisíveis para o público, como exemplo, temos a criação de fenômenos da natureza, fogo, fumaça, neve, alterações na cor do céu, efeitos que muitas vezes passam despercebidos ao olhar do espectador.

Confiram abaixo os candidatos deste ano das duas categorias:

 Melhores Efeitos Visuais

Battlestar-Galactica-poster

Defiance-Cartaz

Falling-Skies-Season-2-poster

Game-Of-Thrones--TyrionPoster

Hemlock Grove-Poster

Last Resort

Melhores Efeitos Visuais de Apoio

Banshee_poster

boardwalk-empire-cartaz

DA-VINCIS-DEMONS-Poster

Revolution

The-Borgias-Poster

Vikings-Poster