Análise do filme: Divertida Mente (Inside Out)

inside out

Como é bom sair do cinema com aquela sensação boa de que valeu realmente a pena estar no cinema, gastarmos nosso tempo! E sair feliz, com o coração leve. Parece exagero? Não, é sempre assim que me sinto quando vejo alguma obra que me toca, seja ela em qual formato for, um show maravilhoso, uma peça de teatro incrível, ver uma obra de arte ou um excelente filme. Sim, Divertida Mente (Inside Out) é um daqueles filmes para guardar na mente e no coração. O novo filme da Pixar se junta à outros grandes filmes da empresa de animação que nos emocionaram como Toy Story (1995), Procurando Nemo (2003) e Up: Altas Aventuras (2009), dentre outros.

O filme conta a história da garotinha de onze anos Riley e de seus sentimentos. Entramos na mente da menina e conhecemos os sentimentos Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo. Sentimentos que todos nós possuímos e que são tão bem mostrados no filme. Ia tudo muito bem na vida de Riley, ela era feliz, a Alegria era o sentimento mais presente em sua vida, até o dia em que seus pais decidem se mudar para outra cidade. Isso desestabiliza seus sentimentos e aí surgem os conflitos internos.

Nesse momento de conflitos, nessa aventura da mente de Riley, ela perde a Alegria e também a Tristeza que são as personagens que se perdem do grupo dos sentimentos e tentam durante o filme retornar para estabilizar os conflitos internos.

Então, temas muito interessantes são mostrados nessa jornada interna. Como por exemplo, as memórias que vão se apagando quando vamos crescendo, aquela música da propaganda que gruda como chiclete na cabeça ou as memórias de um amigo imaginário que toda criança tem. Também tudo que está em nosso subconsciente, nossos medos mais secretos, no caso de Riley, por exemplo, a escada mal iluminada que levava para o porão. Estão presentes também o mundo dos sonhos, o que levamos para lá toda noite, muitas vezes advindo daquilo que vivenciamos em nosso dia a dia.

O que é interessante também no filme é a demonstração de como um sentimento não convive sem o outro, pois nem sempre podemos ser somente alegria, a tristeza tem o seu papel, o choro que vem com a tristeza e que por meio desse processo podemos crescer e termos, aí sim mais alegria.

divertida_mente_sadness

Outro ponto importante e interessante é quando precisamos resgatar a alegria dentro de nós. Como é demonstrado no filme, por vezes, essa alegria está quase perdida, mas sempre temos que tentar recuperá-la, fazer com que ela renasça dentro de nós.

divertida_mente_alegria

É um filme incrível, com um conceito incrível!! Há uma cena (atenção spoilers!) que me deixou maravilhada! Quando estão em um lugar na mente e as formas da Alegria, Tristeza e do amigo imaginário Bing Bong se tornam totalmente cubistas, parecendo ter saído de um quadro cubista e depois passam para a fase da desconstrução da forma e depois se tornam bidimensionais. Nossa! Que cena absolutamente incrível!!

O filme de Pete Docter, mesmo diretor de Up: Altas Aventuras e Monstros S.A. (2001) é um filme para ser visto e revisto e revisto novamente, de tão maravilhoso que é!

Sinto cheiro de Oscar e outros prêmios no ar.

 

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