Análise do filme: Wolverine – Imortal

wolverine-imortal-poster

Wolverine – Imortal (The Wolverine – 2013) foi um filme que me surpreendeu e muito. Dirigido por James Mangold que traz em seu currículo filmes como Os Indomáveis (2007), Johnny & June (2005) e Garota, Interrompida (1999), esta segunda aventura solo do herói em nada lembra X-Men Origens: Wolverine (2009), pois traz um roteiro muito melhor e mais bem trabalhado do que o do primeiro filme.

A começar pelo título original em inglês “The Wolverine”, este novo filme parece querer realmente recomeçar a trajetória solo do herói nos cinemas. Não temos aí um “Wolverine 2″, continuação do primeiro, mas de fato um bom recomeço para os filmes do herói. Wolverine – Imortal traz cenas de ação eletrizantes, como não pode deixar de ser em um filme de super-heróis, mas também mostra um herói com conflitos interiores, culpas, medos, atormentado por conviver com a lembrança de sua amada Jean Grey. E tudo isso traz ao personagem nuances bem mais interessantes.

O filme, então, faz um elo com o último da trilogia X-Men, remetendo a morte de Jean Grey em X-Men: O Confronto Final (X-Men: The Last Stand – 2006). Gostei muito, neste ponto, de rever o personagem de Famke Janssen em uma participação mais do que especial no filme. O “fantasma” de Jean leva Wolverine a se isolar do mundo. O herói a traz em sua lembrança, não conseguindo se desvencilhar da dor que foi ter matado a mulher que amava.

Jean_Grey_The_Wolverine_poster

Esta dor o torna cada vez mais fechado ao mundo, até que a jovem Yukio cruza o seu caminho com a missão de levá-lo ao Japão para encontrar Yashida, um homem que Wolverine salvou da morte na época da Segunda Guerra Mundial. Ao reencontrar Yashidao herói se envolve em vários problemas e conhece Mariko que vem a se tornar o seu novo amor.

Destaco também no filme a personagem Yukio interpretada pela atriz Rila Fukushima. A personagem que teve seu primeiro aparecimento nos quadrinhos do herói no ano de 1982 em Wolverine #1, se intitula no filme como “a guarda-costas” de Wolverine. Na trama, a jovem foi adotada quando pequena por Yashida, crescendo ao lado de Mariko que a considera como uma irmã. Yukio se destaca no filme fazendo uma bela dupla com o herói, lutando ao seu lado.

Wolverine-Imortal-Yukio

A cena de ação do filme mais impactante é a do trem bala. O ritmo dado a cena é muito, muito bom, prendendo realmente a atenção do espectador do início ao fim da sequencia.

Confiram abaixo a entrevista com o ator Hugh Jackman e o diretor do filme James Mangold:

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2 comentários em “Análise do filme: Wolverine – Imortal

  1. Ana, o roteiro todo é uma colagem de historias do Wolverine, mas o eixo central são realmente as histórias da série escrita pelo Frank Miller, lá se pode ver quase tudo que se encontra no filme, como a caça ao urso, a aparição de Yukio, e a jornada ao Japão, omitindo o personagem Asano Kimura que é o amigo de Wolverine no Japão e o motivo da viagem que foi substituído, na história original os robôs que aparecem no filme sequer existem ainda, são de um outro arco de histórias do Wolverine, bem mais posterior inclusive, e o que fizeram com o Samurai de Prata foi quase um crime, para gente como eu, que acompanha a cronologia dos heróis Marvel ou DC/Warner, o filme é muito bom sim, mas como a maioria das adaptações, talvez devessem não usar o nome dos personagens, pois poucas coisas estão de acordo com a genealogia e cronologia destes, de todas as adaptações que já existiram neste tema, salvo apenas 3 delas, e coincidentemente as que tiveram roteiros bem próximos ou os próprios roteiros originais, Allan Moore (Watchmen), os filmes do Frank Miller (Syn City, 300 e uma versão antiga do Robocop) por último um filme muito antigo do Wes Craven (roteiro do próprio Wes Craven), que conta a história do Monstro do Pantano (Swamp Thing 1982), ressalto que se o filme do Wes fosse filmado hoje, do modo que o foi na época seria um dos maiores cults dos filmes de heróis.
    parabéns pela sua analise,

    1. Obrigada João pelos seus comentários e sua visita ao blog. E não esqueça que este espaço estará sempre aberto para quando você quiser escrever algum post também. Um grande abraço!

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